Na casa do adversário, São Paulo vence Mogi, conquista segunda vitória consecutiva e dorme na liderança do NBB 2020/21

FOTO: João Pires/LNB

Em busca da segunda vitória no NBB 2020/21, o São Paulo enfrentou, na noite desta terça-feira (17), o Mogi, no Ginásio Professor Hugo Ramos, casa do adversário. Dominante durante toda a partida, o tricolor paulista não enfrentou dificuldades e venceu com tranquilidade pelo placar de 112 a 75. A ampla vantagem de 37 pontos foi construída no segundo tempo do duelo, vencido pelo time são-paulino por 67 a 41. O coletivo, sobretudo ofensivo, foi novamente o destaque da equipe comandada por Cláudio Mortari.

Primeiro Período – São Paulo 20 x 11 Mogi Basquete

O início de partida foi, talvez, o ponto mais equilibrado do duelo. Os primeiros minutos não foram brilhantes e ambas as equipes erraram em demasia, sobretudo por apostar em arremessos precipitados. A primeira metade do período ficou marcada pelo pragmatismo ofensivo dos confrontantes, mas também pelo bom sistema defensivo montado por Mogi e São Paulo. Liderado por Corderro Bennett (10 pontos em 10 minutos), o time são-paulino melhorou o seu desempenho nos minutos seguintes e continuou muito intenso na defesa, conquistando uma vantagem, mesmo que pequena, sobre o adversário. O aproveitamento não era dos melhores, mas o trio Georginho, Shamell e Lucas Mariano conseguiu contribuir na pontuação. Jefferson, também titular do quinteto que jogou quase 100% do quarto inicial, não foi bem. Mogi, por sua vez, teve ampla dificuldade na criação de jogadas e pouco se aproveitou dos dez minutos, indo para o período seguinte com uma desvantagem de nove pontos.

Segundo Período – São Paulo 25 x 23 Mogi Basquete

Ainda cometendo erros, mas em menor escala, Mogi conseguiu fazer um segundo período mais parelho e encontrou alternativas para dar maiores dificuldades ao São Paulo. Fúlvio, que praticamente foi anulado nos dez minutos anteriores, seguia com volume reduzido, porém aproveitou melhor as oportunidades e converteu três bolas triplas importantes. O time mogiano como um todo teve, claro, um aproveitamento melhor, por isso os 23 pontos. Todavia, o São Paulo, mesmo sem empolgar tanto, ainda era superior, e aumentou a vantagem no marcador. A entrada de Renan Lenz e Kenny Dawkins aumentaram o ritmo do tricolor, isso sem tirar a intensidade da equipe. Bennett, Shamell e Georginho mantiveram-se sólidos e ajudaram o time comandado por Cláudio Mortari a ir para o intervalo vencendo por 11 pontos. No placar, 45 a 34 para o clube do Morumbi.

Terceiro Período – São Paulo 41 x 18 Mogi Basquete

São Paulo voltou muito melhor do intervalo e fez um terceiro período avassalador. Em um ritmo amplamente superior ao de Mogi, o time são-paulino teve total facilidade para pontuar e aproveitou-se de diversos erros dos mogianos. Nos arremessos, o aproveitamento foi altíssimo: 5-8 nas bolas de três pontos (62.5%), 8/12 nas de dois pontos (66.7%) e 10/11 nos lances livres (90.9%). Os comandados de Cláudio Mortari também foram superiores nos rebotes (10×5) e em assistências (9×5). O fato é: a equipe de Guerrinha se perdeu totalmente no segundo e não teve resistência para lutar com o intuito de diminuir a vantagem que estava sendo criada. O volume era muito alto para erros em excesso, essencialmente com a equipe tentando aumentar a velocidade e optando por estratégias falhas, vide o individualismo desnecessário de Dominique Coleman que funcionou como ancora para Mogi. Já pelo lado do São Paulo, tudo funcionou. A bola caia de qualquer jeito. Bennett e Georginho foram importantes na criação de jogadas e o trio Shamell, Jefferson e Lucas Mariano combinou para 34 dos 41 pontos nos dez minutos. Em suma, uma aula ofensiva do clube comandado por Cláudio Mortari, que não apresentou um primor tático, mas que fez escolhas fundamentais: aumentou a intensidade nos dois lados da quadra e construiu espaços para fazer valer a qualidade de seus atletas.

Quarto Período – São Paulo 26 x 23 Mogi Basquete

Com o desfecho da partida praticamente definido, Cláudio Mortari optou por descansar os titulares e dar oportunidades e mais tempo de jogo aos reservas da equipe são-paulina. Já descrente de uma possível virada histórica, Guerrinha também rodou o time de Mogi, que por sinal apresentou uma pequena melhora neste período. Quem realmente aproveitou a oportunidade foi o armador Kenny Dawkins, que teve um volume gigantesco atuando ao lado de Isaac, Igor, Gerson, Renan e, também, Danilo. O último entrou no lugar de Lenz na segunda metade do quarto. Dawkins estava com a mão quente e calibrada durante os dez minutos finais. O norte-americano tentou seis arremessos do perímetro e converteu quatro, sendo que foram de arremessos criados, em sua maioria, na transição de quadra. Pegando fogo, o baixinho também arriscou boas infiltrações e ficou 1-3 nas bolas de dois e 2-2 nos lances livres. Junto a ele, Isaac (5 pontos), Igor (3 pontos) e Gerson (2 pontos) completaram a pontuação tricolor. Mesmo rodando o time, o período foi vencido pelo São Paulo, que triunfou sobre o Mogi por 112 a 75 e conquistou sua segunda grande vitória consecutiva no Novo Basquete Brasil (NBB) 2020/21.

Destaques

São Paulo: Kenny Dawkins (23 pontos e cinco bolas de três), Corderro Bennett (18 pontos e quatro assistências) e Lucas Mariano (16 pontos e sete rebotes).

Mogi: Fabrício Russo (23 pontos e cinco rebotes), Fúlvio (11 pontos, cinco rebotes e cinco assistências) e Dominique Coleman (10 pontos).

Confira, abaixo, as considerações finais sobre a vitória do São Paulo na noite desta terça-feira (17):

Próximo jogo: o São Paulo entra em quadra novamente já nesta quinta-feira (19), quando enfrenta a jovem equipe do Pinheiros. A partida, que será realizada no Ginásio Professor Hugo Ramos, em Mogi das Cruzes, está marcada para às 18h30 (horário de Brasília) e será transmitida no DAZN.

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Diego Marcondes

17 anos. Amante de basquete e são-paulino. Um dos percusores do Arremesso Tricolor. Também colaboro em Jumper Brasil e BasCast Brasil.

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