Com missão em Cotia, Zetti é apresentado em desafio

(Foto: Rubens Chiri/saopaulofc.net)

Com anúncio interativo e emocionante para o torcedor são-paulino, Zetti chega no clube para um desafio em uma função ‘diferente’ em Cotia: coordenador da preparação de goleiros.

Zetti que trabalha com sua fundação própria de goleiros, famoso Fechando o Gol, chega para dar identidade para o clube. O ídolo foi goleiro do clube de 90 até 96 e conquistou praticamente todos os clubes possíveis pelo São Paulo de Telê. No começo dos anos 2000 foi treinador são-paulino, mas da equipe sub-20.

Motivação do retorno

“Quero agradecer ao presidente Julio Casares, dar a oportunidade de retornar ao São Paulo em uma função que gosto. Espero contribuir o máximo para formar goleiros, e não é coisa de uma semana. Quero passar o que aprendi desde os 14 anos, o que passei desde então; algumas coisas que não quero que os goleiros passem nos treinamentos. O importante é montar essa filosofia e metodologia. Ideia é a gente conseguir montar um time de goleiros, um time de goleiros, é o mais importante. Quero poder passar todo esse conhecimento que tive como atleta para a base”.

Fundação e desafio

“Dentro da minha academia, aprendi nos 13 anos que trabalhamos, que goleiro consegue formar e treinar, passar uma técnica para o atleta, para o garoto, para aquele adolescente, e isso é uma coisa que tem que repetir muito. Repetição de movimentos deixa próximo da perfeição. Quanto mais treina, mais acho que dá para passar para os goleiros e treinadores”.

Substituto do Rogério Ceni

“O São Paulo viveu uma entressafra com a presença do Ceni. Parece que ninguém se preocupou com essa formação da base para tirar o lugar do Rogério Ceni. A preocupação é “vamos contratar um goleiro para trazer igualdade para o Ceni” nesse período”.

Peso do M1TO

“Rogério é o maior da história do São Paulo pelo que conquistou e o que fez. Era um cara muito profissional, mas faltou alguém ali no banco de reservas de falar ‘opa, vou treinar mais do que esse cara, buscar meu espaço’. (…) Nesse período, esqueceram um pouco desse trabalho da base e que esses meninos poderiam encarar como uma grande oportunidade ser reserva do Rogério, mas ser titular também, não vi isso”

Planejamento para goleiros e DNA

“O São Paulo foi contratando outros goleiros para tentar superar o Rogério Ceni, mas não tinha nenhum goleiro melhor do que o Rogério Ceni. Tem que se criar na base e vamos tentar; não sei se vamos conseguir, mas vamos tentar. Vamos tentar direcionar esse DNA da escola do São Paulo para levarmos grandes goleiros ao profissional”

Trabalho com os pés?

“Acho fundamental trabalhar com os pés, é importante. As mudanças das regras levam o goleiro a esse treinamento, acho importante o goleiro começar na base tendo essa oportunidade de aprimorar e aperfeiçoar o trabalho com os pés. A condição tática dos treinadores também leva os goleiros a se posicionar de uma forma diferente dentro de campo, e esse é um grande desafio para poder participar, como o treinador gosta”.

“Na base não estarei só com o Alex, ali vamos tentar unificar o trabalho e direcionar para cada treinador como é o profissional. Goleiro tem que chegar completo no profissional, vai errar porque vai tentar fazer o certo. O trabalho com os pés é importantíssimo e tem que começar na base”.

História dos goleiros são-paulinos

“Preciso conhecer todo o trabalho, os profissionais que estão lá dentro. Vou colocar o que conheço, o que entendo para a posição de goleiro. Há um leque grande para poder completar aquilo que estava sendo feito. O São Paulo tem tradição de goleiros, desde o Poy, Peres, Gilmar, Ceni, eu e Volpi agora, além de outros que passaram. Acho que dá para dar continuidade com essa história, agora mais voltada para a base”

Alex é o treinador do sub-20 e conversa com ele

“Tive contato com Alex. É um grande amigo, tivemos momentos juntos. Estive na apresentação dele, mas não conversamos sobre isso ainda. Ainda teremos tempo para colocar em prática o pensamento .Toda a gestão de goleiros que você pensar na base, vou estar presente e vou estar atento com tudo isso e com os treinadores de goleiros também. Há profissionais que estão trabalhando, então vamos dar continuidade e ir observando”.

Dia a dia

“Vou levar uma metodologia do que acho que é certo e bom para o goleiro e o que aprendi com Valdir Joaquim de Moraes, com Rojas, que teve importância muito grande no São Paulo, com outros grandes treinadores. Acho que vou conseguir montar essa escola do futebol que falo muito, que o Valdir começou na década de 1970. Esses goleiros têm uma coisa bacana: se pegar lá no Sul, o Taffarel tem o mesmo movimento do Zetti em São Paulo, do Velloso, do Ronaldo, que são goleiros trabalharam em lugares diferentes. Acho que o fundamental é padronizar, a ideia é padronizar uma metodologia do que aprendi e do que entendo ser o melhor.”

Volpi na apresentação

“Sou um fã do Volpi. Temos amigos em comuns. Trabalhei com o treinador de goleiros dele no México, quando eu estava no Juventude como técnico, coisa que não quero mais, não vai mais acontecer (risos). Acho que essa relação com Volpi é legal. Gosto que ele é rápido e tem um treinamento diferenciado, tem muita velocidade. Ele trouxe uma tranquilidade para o São Paulo. Quando o time está em um astral positivo, Volpi fez grandes jogos. O time tem que estar bem, e aí o goleiro aparece menos, mas aparece quando necessário. Se fizer mais do que três milagres por jogo, a defesa não está muito boa”.

“Fiquei feliz com a presença dele aqui, veio me acompanhar, confesso que parece que é um jogo importante da minha vida, um pouco tenso para esse retorno, mas é gostoso ter esse frio na barriga. É uma missão importante de trabalhar na base com os goleiros e os preparadores. Acho que vai ser bacana essa aproximação, espero levar as melhores qualidades”.

Momento dos goleiros

“É a realidade hoje, e o Volpi vem jogando. Falo que o time com o goleiro estando bem, o reserva tem que estar em uma condição ainda melhor do que o que está jogando, porque quando aparece a oportunidade tem que fazer diferente, não o que acontece sempre. Cabe uma observação dos reservas nessa situação quando o Volpi, é importante ele ter um reserva de uma qualidade excepcional, ou vários com essa qualidade, porque no momento o cara entra e corresponde. Um incentiva o outro. O que está jogando está mais, tem que estar atento ao que está acontecendo”.

Lucas Perri e as oportunidades

“O Perri tem que acreditar que pode ser titular, pois é uma briga muito sadia. Se ele não acreditar no potencial dele, ele não fica; vai acontecer como muitos saíram quando o Rogério estava jogando. Tem que ser melhor, tem que ser observador e fazer coisas diferentes para superar o goleiro titular. Aí o clube ganha com grandes goleiros. A gente vê vários clubes com essa situação. Na seleção brasileira tem o Ederson, Alisson e Weverton: ninguém sabe quem pode ser titular, mas qualquer um que jogar vai ser titular. Isso vai ter que acontecer no São Paulo, ter esse incentivo”.

Interação com profissional

“É fundamental conviver com os atletas do profissional. É importante o goleiro saber que o cara que chuta a bola mais forte que o atleta da base, que a disputa é diferente na saída de gol. O profissional tem uma técnica, uma experiência maior para disputar com o goleiro, então são detalhes que esses garotos tem que observar e aproveitar essas oportunidades. Isso é fundamental, vai acontecer. Preciso me inteirar na base, participar com todos, me apresentar também e compartilhar um pouco desse pensamento, e ver o podem me ensinar. O trabalho vai ser na base, mas o foco é preparar para o trabalho do profissional”.

Lembrança no Morumbi

“Quando volto no Morumbi, primeiro é o pênalti do Gamboa, a defesa mais importante pelo resultado e pelo acontecimento daquele dia, a Libertadores, e o investimento que os clubes tiveram após aquele ano de 1992, o Brasil mudou o comportamento, a Conmebol também, veio uma história diferente depois daquele ano. Foi o momento mais importante, essa cena vem na cabeça, tenho um filme maravilhoso do momento daquela defesa. Se falar top 3 das defesas, Libertadores é a mais importante”.

Apresentação completa do Zetti

Fábio Martins

Fábio Martins

Formado em jornalismo, ADM do SPFC 24 Horas desde 2012 e principal responsável pelo site e redes sociais desde 2014. Twitter: @fbiomartins1

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