Só vender jogador não resolverá; falta de títulos e eliminações precoces impedem São Paulo de reduzir dívidas

Falta de títulos agrava crise financeira do São Paulo (Foto: Geraldo Bubniak/AGB)

O São Paulo entra em uma situação critica no Brasileirão. Se no final de 2020 o Tricolor tinha uma vantagem considerável na liderança, no início de 2021, a mudança do futebol praticado com a ausência de Luciano do time, fez o jogo da próxima quarta (20), contra o Internacional, se tornar um duelo válido pela primeira colocação, já que a diferença entre as equipes diminuiu para apenas 1 ponto.

Este é só um dos problemas da gestão de Julio Casares, iniciada no último dia 1º de janeiro. O outro grande desafio a ser superado, é a redução da atual dívida do São Paulo, girando em torno de R$ 538 milhões. Para isso, a atual administração terá que adotar algumas medidas, como redução de custos, incremento de novas receitas, aumento de receitas já existentes, além de uma tática já conhecida pelos torcedores: a venda de jogadores.

A gestão anterior, de Carlos Augusto de Barros e Silva, vendeu em pouco mais de 5 anos, mais de R$ 500 milhões de reais em atletas, o que não ajudou em nada em reduzir a dívida do clube. Pelo contrário, fez ela quase dobrar.

Porém, a venda de atletas, sozinha, não fará a gestão de Casares saldar ou, ao menos reduzir, as dividas do Tricolor, levando em consideração que o clube também precisará ter gastos para o departamento de futebol, incluindo contratações e salários.

Aí entra uma questão que muitas vezes pode ser esquecida dentro do clube. Além das vendas, o que pode resolver as contas do São Paulo são os títulos. Ser competitivo com time de qualidade e brigar de forma séria pelas taças pode acelerar o processo de resolução financeira do clube.

Na atual temporada, as eliminações precoces no Campeonato Paulista (Mirassol, quartas), na Libertadores (Fase de Grupos), na Sul-Americana (Lanús, Fase 2) e na semifinal da Copa do Brasil, fizeram o São Paulo deixar de arrecadar um montante equivalente a, ao menos R$ 140,2 milhões. Isso, na conversão atual de Dólar para Real e levando em consideração no mínimo a classificação para as finais dos torneios.

A falta de competitividade do São Paulo nas últimas temporadas têm impedido o processo de recuperação econômica do Tricolor, e deixando cada vez mais evidente que a venda de jogadores não vai resolver o problema sozinha. A cada temporada que passa, vamos tendo a certeza que, para pagar as contas, também tem que disputar os títulos.

Caio Felix
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