Em cinco minutos

 

Saudações Nação Tricolor! O Mais querido foi a campo dentro do Sacrossanto para atuar contra o Bragantino pela sexta rodada do Campeonato Paulista. O time buscava manter uma sequência de vitórias para trazer a confiança do torcedor que não anda muito em alta com as atuações da equipe. Com novas contratações, Dorival optou por escalar assim a equipe: Sidão; Éder Militão, Bruno Alves, Rodrigo Caio e Reinaldo; Jucilei, Petros, Nenê e Cueva; Marcos Guilherme e Diego Souza. A equipe atuou no 4-5-1, esquema quase que único usado pelo treinador.

O JOGO

O Bragantino de Marcelo Veiga veio ao Morumbi para jogar como sempre. A equipe do interior tentaria explorar o contra-ataque em busca de uma oportunidade de surpreender o Tricolor. Nos primeiros minutos de jogo, o São Paulo teve uma boa mobilidade com trocas de passes e tabelas. Nenê, Diego Souza e Cueva conseguiram acelerar o jogo deixando o Bragantino sem saída de bola do próprio campo de defesa. Não demorou e as jogadas de infiltração resultaram no fim do zero no placar. Aos 4′ o Mais Querido fez boa troca de passes pela intermediária, Diego Souza viu a passagem de Nenê e deu ótimo passe em profundidade. O camisa sete avançou dentro da área, foi mais rápido que o marcador e acabou derrubado. De forma incontestável o árbitro Adriano de Assis Miranda assinalou a penalidade. O próprio Nenê foi para a cobrança e com categoria colocou a bola no canto esquerdo de Alex Alves para marcar seu primeiro gol com o manto. Apesar de começar o jogo já com um resultado adverso, o Bragantino não foi ao ataque. O visitante continuo com muitas dificuldades de passar do meio campo devido a boas marcação do Tricolor. Aos 27′, Marcos Guilherme teve todas as condições de ampliar o marcador após passe espetacular de Jucilei. Na hora do arremate Marcos chutou em cima de Alex Alves e a bola se perdeu em escanteio. Com o adversário praticamente plantado na defesa, o São Paulo passou a rodar a bola com muita tranquilidade e sem correr riscos. Em uma dessas viradas de jogo Cueva achou espaço e lançou para Militão. No cruzamento Guilherme Mattis quase jogou contra o patrimônio, mas a bola saiu pela linha de fundo. Antes do intervalo, Cueva cobrou falta com perigo na quina da área, mas o arqueiro do Bragantino estava ligado e espalmou para fora. A primeira etapa chegou ao fim e o São Paulo parecia que não encontraria dificuldades de chegar ao segundo gol.

Para o segundo tempo, Dorival manteve a mesma equipe. Do outro lado, Marcelo Veiga trocou um meio campo por um atacante dando sinais que o Bragantino tentaria buscar a igualdade. Logo aos 9′ o intuito poderia ter sido alcançado, em um arremesso lateral Léo Jaime aproveitou a bobeira da defesa e finalizou forte dentro da pequena área para defesa firme de Sidão. Fora de ritmo, Cueva pediu substituição aos 19′ e Brenner foi para o jogo. O São Paulo perecia não ter voltado dos vestiários e começou a dar espaços para o Bragantino que novamente chegou muito perto do gol. Aos 25′ bola alçada na área e Matheus Peixoto apareceu sem marcação para testar para o gol. Sidão teve que se esticar todo para evitar a igualdade. Uma defesaça! Com o time completamente sem criação, Dorival sacou Diego Souza aos 29′ e promoveu a estréia de Tréllez. As alterações não mudaram o panorama do jogo e o Bragantino continuou com confiança chegando com facilidade ao campo de ataque. Aos 34′ Dorival resolveu colocar mais um volante na partida e Nenê deu lugar a Hudson, a alteração chamou de vez o adversário para o campo de defesa são-paulino. A postura apática do Mais Querido ainda renderia uma derradeira chance ao visitante aos 43′, quando o lado esquerdo falhou e a bola chegou dentro da área para Matheus Peixoto. Sozinho, sem marcação, o atacante chutou mascado, torto sem precisão. Para a sorte do São Paulo a bola saiu pela linha de fundo. Aos 48′ sob vais do torcedor a partida chegou ao fim. Vitória magra do São Paulo com muitos sustos. A equipe mantém a liderança do grupo B chegando a 10 pontos.

ENCERRO

Como sempre teremos duas linhas de pensamento do torcedor após mais uma “exibição” tacanha do Mais Querido. O mais impaciente não consegue entender a postura desinteressada que a equipe tem passado durante as partidas. Hoje os jogadores pareciam completamente desligados em certos momentos, o gol rápido que deveria dar tranquilidade, acabou dando uma dose cavalar de relaxamento e o time passou o segundo tempo inteiro sem finalizar na meta adversária. O mais otimista vai avaliar que o time está em reconstrução, que muitas peças acabaram de chegar e que o São Paulo está em fase de ajustes. Pode considerar que para Dorival as peças que ele dispõe não são exatamente as que ele queria, que de certo modo o treinador precisa de um pouco mais de tempo para implantar a filosofia de jogo para os que estão chegando. Da minha parte, estou com um pé de cada lado. Acredito que teremos dificuldades para que esse time se entenda, uma vez que o pilar da equipe em 2017 não está mais no elenco e que não temos um jogado com as mesma características no elenco. Só que também entendo que exite um excesso de cadencia em vário momentos e que ela dificulta a transição do meio para o ataque, facilitando a marcação do adversário. Estamos sofrendo contra equipes que basicamente se defendem e jogam por uma bola, é primordial a troca de passes rápidos para quebrar uma marcação mais fechada. Caberá ao treinador acertar o time com o que tem e fazer essa equipe entregar um pouco mais de vontade de resolver a partida, pois isso sim incomoda e muito o torcedor. Um time como o São Paulo não pode se contentar “em cinco minutos” de bom futebol. O próximo desafio pelo estadual será no dia dia 15 (quinta-feira) quando o Tricolor vai até Itu encarar o Ituano.

  

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Adriano Carvalho – Twitter  @AdrianoC80

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