Aguirre: raça e placar magrinho

Foto: http://blogmiltonneves.bol.uol.com.br

Não tive como assistir ao clássico contra o Santos. Por esse motivo, concentro o texto de hoje em outro foco: a vontade.

Torcedor são-paulino, há quanto tempo nossa maior angústia não é perder (e pior que isso) com a sensação de derrotado antes mesmo do apito inicial? E mais: na confirmação do resultado ruim, a raiva já não vinha mais. Dava lugar ao conformismo. Se uma coisa mudou, foi isso. Há quem julgue pouco: “só raça não ganha jogo”. Ok, concordamos. Só ela, não adianta nada, mas, sem ela, a qualidade não dá carrinho, rouba bola e levanta a torcida. A união delas é que dá resultado.

Contra o Bahia, tomamos 2 gols, no mínimo, imbecis. O primeiro no pênalti mais infantil que vi nos últimos anos. O segundo, numa ‘dormida’ da zaga. Contra o Rosário Central-ARG, foi jogo duro. Perdemos, no mínimo, 3 gols feitos no primeiro tempo. Todos por deficiência técnica mesmo. Talvez, o do Nenê (o mais feito dos 3), por excesso de confiança. Onde quero chegar com isso? Que nosso time tem reforçado o setor defensivo para não ter que fazer 3 ou 4 por jogo pra dar o direito de tomar 2. Contra o Santos, não tomamos. E pelo que ouvi no rádio, pouco fomos ameaçados.

Repito, como já disse em outra coluna: sou a favor da gauchada e dos gringos sulamericanos que chegam aqui e montam o time na retranca, sem medo de ser feliz. Não temos recurso técnico para fazer 3 por jogo. Logo, é melhor se precaver e, como dizem, ‘fechar a casinha’. Até agora, como único invicto no campeonato, em 6 rodadas, dos jogos em casa, Paraná, Atlético Mineiro e Santos, o único sem vitória foi contra o Galo, líder da competição. Podemos chamar de tropeço? Considero mais vacilo o empate cedido ao Fluminense no Maracanã.

Que venha o América Mineiro, à nossa frente na tabela. É a hora de manter a retranquinha e seguir nas metas de golear por 1 a 0. Eu não me incomodo. Gosto mais de time cascudo que, na chance que tem, mata, do que time que dá possibilidades de jogos muito abertos a placares elásticos. Vamos de 1 em 1 que, nesta coluna, meu xará Aguirre, não encontrará críticas nem ouvirá o soar de cornetas.

Diego Machado

Locutor, jornalista, mestre de cerimônias. Autor do livro 'Nem Tudo é Poesia. Ou é?'. Sambista/ cavaquinhista (horas vagas)

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