Dia de jogo em tempos de incerteza

(Foto: Rubens Chiri | saopaulofc.net)

Estamos no inicio de mais uma temporada e como sempre a expectativa sempre nos leva as lembranças do tempo de soberania, títulos e bom futebol.

A paixão pelo clube e a marca forte que os tempos áureos deixaram no torcedor são tão fortes que mesmo em um ano pouco promissor, a cada vez que o time entra em campo sonhamos com os bons tempos e quase que  de forma inconsciente esperamos ver o desempenho dos sonhos sem nos darmos conta de que estamos ainda saindo de um pesadelo.

O tempo sem títulos, sem vitórias sobre os rivais e mais recentemente a luta contra o decesso no ano passado, nos fazem acreditar que agora o São Paulo irá automaticamente nos devolver a alegria, nos compensar por tudo que nós torcedores fizemos em 2017, para evitar a catástrofe. De fato, faz sentido desejar essa contra partida, porém isso não deve acontecer, pelo menos não na velocidade que gostaríamos.

O São Paulo levará mais tempo, para se tornar mais salutar aos olhos do torcedor, não estou falando de vitórias no paulista (que são importantes), estou falando de não temermos um clássico, de voltar a causar sérias preocupações nos adversários dias antes dos jogos, de dar mais segurança a torcida e de pelo menos ser considerado pelos outros grandes clubes, uma verdadeira ameaça, uma pedra gigante no sapato dos rivais.

Desde que o São Paulo deixou de ganhar tudo, até hoje nenhum outro clube conseguiu ocupar o espaço que um dia o Tricolor ocupou. Nenhum outro clube durou mais de 1 anos como “o time a ser batido”. Nem mesmo o azul de minas que foi bi-campeão comandado por Ricardo Goulart e Everton Ribeiro em 2013/14, nem o time de Itaquera tendo ganho 2015 e 2017, e nem o tricolor gaúcho recém campeão da libertadores e vice mundial, impuseram soberania como o São Paulo fez.

O que temos são alternâncias, alguns bons times, mas nunca mais houve um time que ocupasse o espaço que o Tricolor do Morumbi ocupou. E se, em todos esses anos nenhum outro se solidificou como o grande clube e o grande time, não será de um ano, para outro que recuperaremos nosso prestigio, organização e bom futebol, infelizmente.

O que a torcida quer, merece e sonha é bem distante do que de fato está acontecendo e deve acontecer nos próximos 2 ou 3 anos.

Vivemos uma fase em que é preciso primeiro definir “qual estrada” tomar. Depois de decidir o caminho, teremos um grande percurso a trilhar, definir a rota é só o primeiro passo, para se chegar ao destino.

      Estamos agora definindo quais caminhos o São Paulo irá trilhar para voltar a ocupar seu lugar de destaque

       no futebol sul-americano. A chegada de Raí, Rocha e Lugano são elementos de um novo rumo que começa agora.

O grande sofrimento dos últimos anos não nos dá uma passagem direta e imediata para o lugar de destaque, embora nosso desejo seja de acelerar esse processo, a realidade é diferente e não tão rápida com gostaríamos.

Resta-nos continuar torcendo e vivendo momentos especiais a cada vez que o São Paulo entra em campo. Fazer desse breve momento que antecede os jogos, nosso combustível, pois esses momentos nos trazem a lembrança e a alegria dos tempos passados e dos tempos que estão por vir mais a frente.

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