De ROGÉRIO a RAÍ

(Foto: Divulgação)

O ano de 2018 começou sem “FLORIDA CUP”, sem um dos maiores acontecimentos da história do São Paulo, que seria a época a ascensão do MITO ao cargo de comandante da equipe e com ele no comando a perspectiva de um ano melhor do que o anterior (2016).

No entanto, como todos sabemos, nem mesmo a importância de Rogério Ceni suportou a serie de acontecimentos negativos que quase culminaram em uma tragédia, que seria o inédito decesso do TRI MUNDIAL.

A forma como “conquistamos” a permanência na elite do futebol brasileiro no final do ano passado, ascendeu a chama de esperança do inicio desse ano, que se intensificou com a chegada de Raí, para comandar o futebol no lugar do contestado Vinicius Pinotti, acompanhando de Ricardo Rocha, que formariam uma dupla de campeões experientes e ultra identificados com o clube.

Bem, passados os tão falados “12 dias” e dois no Paulista vemos um inicio de ano bastante parecido com o inicio de 2017, não?

Um ídolo a frente do futebol, a base do time razoavelmente mantida (Hernanes não conta, foi um fator extra e inesperado), e de quebra um treinador que está a um certo tempo no clube e com isso não começa o trabalho do zero, parece bom, mas na prática não é o que estamos vendo.

O início de 2018, só não é mais parecido com 2017, porque é pior, pois não basta conter o “desmanche”, afinal não esperamos comemorar esse ano, apenas a permanência na serie A, não é mesmo? Se temos um inicio tão parecido com um ano onde o final da temporada foi melancólico, o que fazer para mudar a realidade que se projeta?

Os dirigentes, o presidente e os demais enxergam isso? Percebem que estamos indo pelo mesmo caminho? Ou será que há algo que não sabemos? Alguma surpresa maravilhosa, melhor ainda que HERNANES em 2017?

Pois se for isso, que aconteça logo, porque não queremos o “presente” apenas para nos livrar do rebaixamento, queremos jogadores, planos, estratégias e ATITUDE que nos leve a vitórias, títulos, dignidade e respeito.

Sim, respeito, pois até isso nós perdemos.

Em toda essa engrenagem, que parece funcionar de forma idêntica ao ano passado, há apenas uma peça que ainda não se posicionou, a torcida.

Ano passado, a exemplo do Hernanes, foi o fator de desequilíbrio positivo, para a recuperação (que não deve ser comemorada como título). Sim a torcida teve peso igual ou maior do que de um craque, para contrapor o trabalho da diretoria e salvar o TRICOLOR.

Mas e em 2018, qual será e quando será apresentado o posicionamento da torcida do São Paulo? Vamos continuar apoiando incondicionalmente?
Sim temos Raí, mas já tivemos Rogério, e da mesma forma, parece-me que sozinho,  nenhum ídolo pode resolver a questão. O presidente saiu ileso de 2017 e quem o salvou foi a torcida ao salvar o time.

Então, se tudo até aqui é praticamente igual, será que podemos fazer algo diferente em 2018, para finalmente ter resultados diferentes?

Fica a reflexão, deixando claro que nenhuma atitude relacionada a violência, desordem e vandalismo irá resolver, pelo contrario, só iria comprometer o status que a torcida São Paulina solidificou no ano passado, gigante, inteligente e poderosa. Então, novamente que mostre seu tamanho, seu poder e sua inteligência, para direcionar o clube, para um caminho diferente do que se apresenta, pois do contrário, teremos que lotar treinos e jogos, para livrar o time de um mais um vexame.

CHRIS PRADO

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