A violência vai resolver algo?

Saudações Tricolores!

Na última tarde tivemos um ataque de vândalos ao ônibus do São Paulo, onde fizeram uma emboscada na região da Avenida Francisco Morato e os estilhaços ainda atingiram 3 jogadores, incluindo Luciano, o que vem salvando o São Paulo de uma situação pior, e também salvando o cargo do técnico Fernando Diniz.

Mas a grande dúvida é: esse ataque vai mudar alguma coisa dentro de campo? E quem fez isso, o que é?

Primeiro, que torcedor do São Paulo esses indivíduos não são e nunca vão ser! São meros bandidos, e se ao final da investigação ser comprovado que existia mesmo explosivos com a intenção de matar todo mundo dentro do ônibus, cada um dos 14 (com certeza tem mais) que foram presos devem responder por tentativa de homícidio.

A informação que recebemos foi de poucas pessoas saberem da mudança de itinerário, algo já planejado para uma possível emboscada, e ai fica a grande dúvida: quem falou para esses elementos que iriam mudar o trajeto? E já não seria algo planejado por alguém de dentro do clube para “causar um terror” no elenco, no presidente e no técnico? Exemplo disso foi o goleiro Tiago Volpi indo para cima de uma das pessoas que trabalham dentro do São Paulo, e que dizem ter sido essa pessoa a informante para os vândalos.

O grande erro de muitos torcedores, isso não é apenas do São Paulo, mas sim de um modo geral é acreditar que só por causa do time não estar ganhando ter que resolver invadindo o CT, atacar pedra no ônibus, atirar rojão e partir pra cima dos jogadores, que mesmo não jogando o futebol “exigido” pela torcida e até pela imprensa, eles também são pessoas como nós. Eles também tem família, tem uma vida fora do clube e isso não é motivo para querer ir bater no jogador ou até mesmo matar.

Deve ser levado em conta que a cobrança precisa ser feita pelo que cada um faz dentro das quatro linhas, e para o técnico o que faz em seus treinamentos, a forma que ele tem de jogar e assim vai. A gente tem noção que o único jogador no atual plantel que vem honrando essa camisa vitoriosa é Luciano, tanto que ontem após o jogo contra o Coritiba ainda ficou no gramado, sentado em uma cadeira pensando e foi o último a ir para o vestiário, sozinho e sabendo que não tem culpa de nada, já que está dando a vida pelo clube.

Foto: Premiere

Muito foi falado que após o ataque desses “torcedores”, o próprio elenco ficou revoltado e não era por causa da má fase que o São Paulo vive no Brasileirão, mas sim pelo ocorrido. E vamos parar para analisar um pouco: desde quando começou esse péssimo desempenho e praticamente entregarem um campeonato ganho?

Ao meu ver, a derrota no clássico para o Corinthians na Neoquimica Arena foi todo o princípio de um final de ano trágico, e um começo de 2021 pior ainda. De lá pra cá, vencemos apenas o Atlético-MG e o Fluminense, que foram partidas para deixar o torcedor um pouco mais iludido, mas a eliminação pro Grêmio em uma competição nunca ganha pelo Tricolor foi o choque de realidade, mas o choque só foi na torcida mesmo…

2021 teve seu início e logo de cara, uma goleada para o Red Bull Bragantino onde o clube ficou apático na primeira etapa, e as mesmas falhas de toque de bola no campo defensivo surtiram efeitos. Algo para mudar, certo? Não para Fernando Diniz, que continuou insistindo na mesma jogada. E o resultado? Mais 4 jogos sem vitória, incluindo a derrota para o Santos, a goleada histórica sofrida diante do Internacional em pleno Morumbi, e agora o empate contra o Coritiba.

Protestos podem acontecer, é claro. Desde que sejam pacíficos, e não me vem com papo de que os jogadores precisam levar uns tapas para resolver, que não vai mudar absolutamente nada. E a gente sabe que se não vencer o Atlético Goianiense, domingo que vem no Estádio Antônio Accioly a pressão vai ser gigantesca para o clássico contra o Palmeiras, dia 5 no Morumbi.

Entendam: a violência NUNCA vai resolver nada.

Vale ressaltar também que nem tudo está perdido ainda. Faltam 6 jogos, sendo 3 contra equipes que estão no topo da tabela e ainda existe as possibilidades matemáticas de um possível hepta-campeonato. E se conseguir o título, o que essa parte da torcida vai fazer? Vai preferir partir pra cima do elenco, cobrar até não aguentar mais ou finalmente vão soltar o grito de é campeão, algo que qualquer torcedor deseja desde 12 de dezembro de 2012, quando conquistamos a Copa Sul-Americana?

A esperança de título só acaba quando não existir mais chances, e mesmo quando todo mundo desacreditar, a gente é o Clube da Fé, e a gente pode sim ganhar o Brasileirão. Tudo estava apenas nas nossas mãos, mas agora a raça, a vontade desses jogadores vai precisar existir de alguma forma, e não ficar somente nas falas de entrevista que o time está dando a vida pela torcida, sendo que não estão. É ai que precisam honrar o manto que foi no Japão 3 vezes e ganhou os 3 mundiais; que ganhou 3 Libertadores, conquistou 6 Brasileiros, mas hoje a gente, falando no modo torcedor, sente falta de poder ouvir o hino do São Paulo a cada conquista… Tem que ser agora, e com fé, vai ser ainda, nem que seja com um gol aos 49 minutos do segundo tempo na última rodada contra o Flamengo.

Nunca esqueçam: Que hoje (e sempre) o São Paulo viva mais forte em nós do que nós mesmos.

Foto: Christopher Henrique

Christopher Henrique

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