A história do Choque-Rei na Libertadores

Após eliminar o Racing, o São Paulo vai enfrentar o rival Palmeiras pelas quartas de final da Libertadores, um confronto que já acontece oito vezes pela competição continental, com 6 vitórias sãopaulinas e 2 empates. Vamos aqui contar a história do confronto pela Libertadores.

O PRIMEIRO CONFRONTO

Pela fase de grupos de 1974, na abertura da competição, o São Paulo recebeu o Palmeiras, que havia sido campeão brasileiro contra o próprio São Paulo um mês antes. O Tricolor foi a campo com Waldir Peres, Forlán, Paranhos, Arlindo e Gilberto; Chicão, Ademir (Murici) e Pedro Rocha; Gesum, Terto e Piau.

O São Paulo abriu o placar logo nos primeiros minutos, com gol de Terto após cobrança de escanteio. Aos 33 minutos, Pedro Rocha fez grande jogada e passou para Terto marcar de novo e fechar o placar.

SEGUNDO CONFRONTO

Os times se reencontraram pela quarta rodada, dessa vez no Palestra Itália, e o vencedor foi o mesmo, o São Paulo, que seria vice-campeão naquele ano, venceu por 2×1, com gols de Chicão e Mauro Madureira.

O São Paulo foi a campo com Waldir Peres, Nelsinho Baptista, Paranhos, Arlindo e Gilberto; Chicão, Ademir e Pedro Rocha; Mauro Madureira, Terto e Piau.

REENCONTRO 20 ANOS DEPOIS

Em 1994, São Paulo e Palmeiras voltaram a se encontrar pela Libertadores, dessa vez pelas oitavas de final, o Palmeiras, atual campeão brasileiro, e com uma verdadeira seleção no elenco, era favorito no confronto.

No jogo de ida, disputado no Pacaembu, empate por 0x0, com um verdadeiro show do goleiro Zetti, uma das melhores atuações da carreira do arqueiro.

Mestre Telê mandou o time a canpo com Zetti; Cafu, Júnior Baiano, Gilmar e André Luiz; Axel, Doriva e Leonardo (Juninho Paulista); Euller, Jamelli (Vitor) e Muller.

PRIMEIRA ELIMINAÇÃO

No jogo da volta, disputado no Morumbi já após o tetra campeonato da seleção nos Estados Unidos, Euller foi o nome do jogo, com um gol no tempo e outro no segundo, o atacante decidiu a classificação sãopaulina, Evair ainda descontou no finzinho do jogo.

A escalação sãopaulina daquele dia tinha Zetti; Vítor, Júnior Baiano, Gilmar, André Luiz; Válber, Axel, Cafu (Juninho Paulista) e Palhinha (Ronaldo Luiz); Euller e Müller

NO ANO DO TRI

EM 2005, São Paulo e Palmeiras se encontraram nas oitavas de final da Libertadores, e o São Paulo se deu bem novamente, no jogo de ida, no Palestra Itália, em um jogo muito truncado e sem grandes chances, vitória tricolor por 1×0, com um gol antológico marcado por Cicinho.

O time comandados por Paulo Autuori foi a campo com: Rogério Ceni; Cicinho, Fabão, Lugano e Júnior; Renan, Mineiro, Josué e Danilo; Grafite (Diego Tardelli) e Luizão (Edcarlos)

SEGUNDA ELIMINAÇÃO

No jogo de volta, no Morumbi, o Palmeiras bem que tentou, mas não conseguiu reverter o resultado, foi novamente superado pelo São Paulo e foi eliminado mais uma vez pelo rival.

Em um jogo com poucas chances claras de gol, O São Paulo se aproveitou de um contra ataque para conseguir a vantagem, Diego Tardelli invadiu a área e driblou Correa, caído, o volante colocou a mão na bola, pênalti, Rogério Ceni bateu e converteu. Já nos acréscimos da partida, Cicinho cobrou falta de muito longe, rasteira, e marcou o segundo, festa tricolor.

O São Paulo foi a campo com: Rogério Ceni; Cicinho, Fabão, Lugano e Júnior; Renan, Mineiro (Edcarlos), Josué e Danilo; Grafite (Diego Tardelli) e Luizão (Alê)

MAIS UM REENCONTRO!

Após ser tricampeão da Libertadores e do mundo, o São Paulo novamente encontrou o Palmeiras nas oitavas no ano seguinte, com cenário parecido, primeira partida no Palestra Itália e volta no Morumbi.

O São Paulo chegou muito favorito para o confronto, mas não foi o que se viu em campo, e sim um jogo muito nervoso, principalmente pelo lado palmeirense, aos 23 minutos Gamarra cortou mal um lançamento e a bola sobrou para Aloísio Chulapa abrir o placar. O Palmeiras empatou aos 36, quando o árbitro Carlos Eugênio Simon marcou pênalti após a bola bater na mão de Souza, Edmundo bateu e marcou.

Na segunda etapa o São Paulo foi um pouco melhor, terminando o jogo com 14 finalizações contra 4 do Palmeiras, porém sem conseguir tirar o empate do placar.

Naquele dia, Muricy Ramalho mandou a campo: Rogério Ceni; Fabão, Lugano e André Dias; Souza, Mineiro, Josué, Danilo e Júnior; Thiago Ribeiro e Aloísio.

PODE PEDIR MÚSICA?

No jogo de volta, com Morumbi lotado como de costume, o São Paulo tomou a iniciativa contra um Palmeiras recuado, mesmo precisando marcar gols para de classificar, já que o 0x0 favorecia o Tricolor. Aos 12 minutos, Danilo mandou uma bomba de fora da área e acertou o travessão, no minuto seguinte, após cruzamento de Souza, a defesa do Palmeiras tentou afastar e chutou em cima de Aloísio, gol do Tricolor. O Palmeiras saiu pro jogo em busca do empate, mas o São Paulo soube se defender bem.

No segundo tempo o Palmeiras voltou melhor e equilibrou o jogo, aos 12 minutos, Corrêa cobrou falta e Washington empatou de cabeça, naquele momento a vaga seria decidida nos pênaltis. Aos 19, Leandro foi expulso por falta dura em Edmundo, deixando o São Paulo com um a menos e o Morumbi calado. Mesmo com um homem a menos o São Paulo reassumiu as ações da partida, forçando o Palmeiras a recuar, e foi premiado aos 36 minutos, Júnior fez bela jogada e foi derrubado na área, Rogério Ceni cobrou o pênalti e definiu o placar.

O São Paulo foi a campo com: Rogério Ceni; Fabão, Lugano e André Dias; Souza, Josué, Mineiro, Danilo e Júnior (Edcarlos); Leandro e Aloísio (Thiago Ribeiro)

HISTÓRICO

Jogos pela Libertadores: 8

Vitórias do São Paulo: 6

Empates: 2

Gols do São Paulo: 12

Gols do Palmeiras: 4

CURIOSIDADE

O São Paulo cruzou com o Palmeiras em quatro edições da Libertadores, e em todas chegou a final, conquistou o título em 2005, e foi vice em 1974, 1994 e 2006. Vem final por aí em 2021?

 

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