Do ataque promissor ao apagão no clássico: como explicar a mudança em quatro jogos?

Quando o São Paulo demitiu Crespo ás vésperas do jogo contra a Chapecoense, muito se questionou a saída do treinador. Para o seu lugar, o Tricolor acertou a chegada de Roger Machado, que chegou muito questionado, principalmente pelos seus últimos trabalhos, em que iniciou bem nos clubes, mas não conseguiu dar continuidade.

Na estreia de Roger como técnico do Tricolor, o São Paulo fez um bom jogo, vencendo a Chapecoense no placar de 2 a 0 e, cconsequentemente, mantendo a liderança do Brasileirão. No desafio seguinte, uma partida em Bragança Paulista, onde o Tricolor Paulista não tem bom retrospecto.  Mesmo com desconfianças, a equipe comandada por Roger venceu o Bragantino pelo placar de 2 a 1.

Queda brusca

Na sequência, o Tricolor enfrentou o Atlético MG, outro rival que o São Paulo não tem bom retrospecto, principalmente fora de casa. Mas o que assustou o torcedor que acompanhou a partida não foram erros pontuais ou má sorte, foi a falta de tentativa. O time não buscou finalizações a gol contra o clube mineiro e, como consequência, o São Paulo saiu derrotado da partida por 1 a 0, com o resultado e desempenho que deixaram a desejar. Primeira derrota do time no campeonato até então.

No último sábado (21), um novo desafio no classico choque-rei. No entanto, o torcedor que lotou o MorumBIS para o clássico contra o Palmeiras e esperava uma reação do time comandado por Roger Machado, viu foi uma piora do desempenho em relação ao proprio duelo contra o Atlético MG. O São Paulo novamente sucumbindo a pressão adversária e saindo derrotado pelo Palmeiras por 1 a 0. Apesar de um segundo tempo, onde permaneceu mais com a bola, o Tricolor NÃO finalizou a gol, além de realizar ABSURDOS 41 cruzamentos a área adversaria.

Como explicar ?
Substituições

Uma das explicações da queda brusca de desempenho do time no clássico foram as substituições. Em comparativo ao choque-rei, o último jogo de Crespo como técnico do São Paulo, Roger terminou a partida com três centroavantes (Tapia, Calleri e André Silva). Preencher a área em busca de um resultado é até plausível, mas não tem como o resultado ser modificado se não tem quem faça chegar a bola até a referência no ataque. Jogar com inúmeros centroavantes pode trazer um resultado, mas evidencia a falta de treinamento tático e variações, uma vez que, apesar de terminar o jogo com três centroavantes em campo, o São Paulo não tinha quem conduzir a bola para municiar em busca do placar.

Rendimento no meio campo

Se com Crespo o meio campo era uma boa arma, nas duas derrotas no comando de Roger Machado a parte central se mostrou fragilizada. Bobadilla, que outrora era um destaque com o argentino, foi quem falhou no gol do Palmeiras no revés no MorumBIS. Danielzinho, que era quem tinha a missão de buscar a bola no campo defensivo para iniciar as jogadas, não deua  dinâmica necessária para reversão do placar. E, por fim,  Marcos Antônio, principal trunfo do Tricolor com Crespo, se deslocou a meia, atuando mais como ponta do que propriamente como meio campista.

Falta da base

Não é fato exclusivo de Roger, porém mais uma comissão técnica começa os trabalhos no São Paulo sem utilizar Cotia, a base do Tricolor Paulista. Em 4 jogos de Roger no comando, apenas dois jogadores que estavam em Cotia em 2025 jogaram. Maik, atuou no duelo contra o Atlético MG como titular, onde Lucas Ramon é poupado por desgaste muscular. E Nicolas Bosshardt, entrou nos acréscimos da segunda etapa, pouco sendo oportunizado pelo novo comandante tricolor.

Além desses nomes, o Tricolor teve Pedro Ferreira no banco pela primeira vez, que poderia ser uma alternativa no clássico para buscar o empate. No entanto, o caso mais grave é o de Lucca, que chegou a fazer gol em duelo de Copa Libertadores. Apesar de nos últimos jogos com Crespo, ficar de fora por conta de dores na coxa, desde a chegada do novo treinador, a joia não ganhou oportunidade nos relacionados em nenhum jogo.

Lentidão

O estilo do elenco Tricolor claramente não favorece que o jogo seja mais dinâmico e acelerado, até pela falta de extremos pelo lado do campo. Nas duas derrotas com Roger, o São Paulo fez muito pouco para acelerar a partida e buscar o resultado. A bola passa muito pelos zagueiros na intermediaria ofensiva e quando o Tricolor possui a bola, não tem uma progressão ou mudança de ritmo que possa surpreender o adversário.

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